Fichamento do texto "Teoria do Não-Objeto - Ferreira Gullar"

    Na Teoria do Não-Objeto, Ferreira Gullar propõe uma ideia que muda completamente a forma como costumamos ver a arte. Para ele, o não-objeto não é só um objeto diferente ou estranho, mas algo que não representa nada: é uma forma que simplesmente é, sem depender de nome, função ou significado externo. Ele se apresenta direto à nossa percepção, sem precisar de explicações, molduras ou bases. É quase como se fosse uma experiência pura, que sentimos antes mesmo de tentar entender.

    Esse conceito surge em um contexto histórico em que as vanguardas artísticas buscavam romper com a tradição, desde o impressionismo até o neoconcretismo brasileiro. Enquanto movimentos como o cubismo, o suprematismo e o dadaísmo contribuíram para a dissolução da figura e da função do objeto na arte, foi no neoconcretismo que o não-objeto ganhou forma plena. Nessa perspectiva, obras como as de Lygia Clark e Hélio Oiticica deixam de ser apenas pintura ou escultura para se tornarem experiências interativas, em que o espectador participa da obra e a atualiza com sua ação

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