Vilém Flusser - Animação Cultural

    O fato do texto ser narrado por um objeto como se ele fosse um ser humano revela a proposta criativa e crítica do texto. A escolha de um objeto inanimado para refletir sobre o papel da cultura e da educação convida o leitor a enxergar o mundo de outra forma, percebendo que até aquilo que parece estático ou sem voz pode carregar sentidos profundos. O autor utiliza essa metáfora para mostrar como a cultura é justamente esse processo de dar significado ao que, à primeira vista, parece neutro ou natural. Além disso, também achei interessante que, apesar de ser um texto de 1998, mais de 20 anos atrás, ele retrata muito bem a atualidade, principalmente quando paramos para pensar na tecnologia, algo que hoje somos muito dependentes. Apesar de não concordar que somos totalmente dependentes dos objetos, acredito que exista sim uma grande dependência na questão das ações que podemos realizar, já que muitas delas não seriam possíveis sem certos objetos.

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